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Brasil vive momento crítico no que diz respeito ao aquecimento global

O aquecimento global afeta a parte viva do planeta, onde estão milhões de espécies, inclusive a humana. O ano de 2023 foi o mais quente da história do planeta, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM). No Brasil, a média das temperaturas do país ficou 0,69°C acima da média histórica.

Há uma associação com grande proximidade entre a concentração de dióxido de carbono e o aquecimento global. O dióxido de carbono (CO2), também conhecido como gás carbônico, é composto por um átomo de carbono e dois átomos de oxigênio, e sua emissão tem a capacidade de reter o calor na atmosfera da Terra. 

De acordo com o coordenador-geral de Ciência do Clima do MCTI, Márcio Rojas, alguns dos impactos mais intensos da mudança do clima serão sentidos no Brasil, onde serão mais severos que a média global. O país tem dimensões continentais e parte considerável localizada na região tropical, a qual aquece mais que as oceânicas.

“No Brasil, já estão ocorrendo muitos eventos climáticos e meteorológicos extremos. Seja com as ondas de calor que atingiram diversos estados e o Distrito Federal, seja com a seca que atingiu a região amazônica e a região norte do país, registrando cerca de 22 mil focos de queimadas em outubro, ou com a passagem de um tsunami meteorológico no litoral do estado de Santa Catarina, entre outros”, salienta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios.



De acordo com a pesquisa “Global Views On Climate Change” realizada pelo Instituto Ipsos, os brasileiros estão entre os que mais se preocupam com o impacto das Mudanças Climáticas causadas pelas atividades humanas em seu cotidiano nos próximos anos. Segundo o estudo, 61% dos brasileiros acreditam que terão que deixar suas casas nos próximos 25 anos devido às mudanças climáticas, colocando o Brasil em segundo lugar no ranking geral, logo atrás da Turquia (68%) e à frente da Índia (57%).

Presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), Bruno Herbert afirma que investir no uso racional de energia permite reduzir o consumo exagerado, produzir mais com menos e contribuir com o meio ambiente. “O fator sustentabilidade é essencial. A diminuição do desperdício e a possibilidade de o consumidor adquirir energia de fontes renováveis ajudam a combater a emissão de gases poluentes”.

“É fundamental que sejam implantadas medidas ambiciosas para reduzir rapidamente as emissões de gases de efeito estufa, visando impedir que estas ondas de calor se tornem cada vez mais intensas, afetando pessoas vulneráveis e perturbando os ecossistemas que são vitais para a regulação do clima no planeta”, conclui Vininha F. Carvalho.
 

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