De acordo com um levantamento realizado na plataforma MIA, do IEG, em 2025, com cerca de 100 empresas, apenas 29% dos Centros de Serviços Compartilhados (CSCs) aplicam, de forma integrada, a avaliação de eNPS (employee Net Promoter Score), pesquisas de clima organizacional e entrevistas de desligamento.

Para Pedro Moi, responsável pela plataforma MIA e sócio do IEG, “a ausência da avaliação regular de uma dessas métricas pode dificultar a obtenção de insights pelos CSCs sobre a satisfação e o comprometimento de suas equipes, tornando mais desafiadora a implementação de ações eficazes de melhoria”.

Ainda segundo o empresário, esse cenário revela um grande potencial de aprimoramento, uma vez que a combinação dessas três ferramentas oferece informações essenciais para compreender os fatores que influenciam a satisfação e o engajamento dos colaboradores.



“O engajamento dos colaboradores nos CSCs é impulsionado por diversos fatores, como a criação de um ambiente de trabalho colaborativo, o reconhecimento de desempenho e a implementação de programas de desenvolvimento e capacitação contínuos. A utilização de métricas, como o eNPS, também permite identificar pontos críticos e alinhar as ações de gestão de pessoas visando melhorar o engajamento”, analisa.

O especialista também ressalta o papel central da cultura organizacional nesse processo. De acordo com ele, empresas que priorizam a transparência, o reconhecimento e o desenvolvimento contínuo tendem a ter seus colaboradores mais motivados.

“Além disso, a integração de práticas inovadoras que atendam às novas demandas, especialmente da Geração Z, como flexibilidade no trabalho e benefícios voltados ao bem-estar, fortalece a conexão dos profissionais com a organização”, acrescenta.

O levantamento elaborado pela MIA aponta ainda os principais fatores de motivação para a Geração Z, que incluem a possibilidade de trabalhar remotamente (86%), a flexibilidade de horários (66%) e remuneração e benefícios competitivos (63%).

“Esse panorama reforça a procura dos jovens profissionais por equilíbrio entre qualidade de vida e crescimento profissional, tanto no Brasil quanto no âmbito internacional”, explica.

No geral, uma equipe engajada contribui para a redução de desafios nas empresas como a alta rotatividade, queda na produtividade e falhas na comunicação interna. Segundo Pedro, com profissionais mais envolvidos, é possível fortalecer um ambiente de trabalho mais colaborativo e eficiente, além de aumentar a retenção de talentos.

“As melhores práticas para promover o engajamento incluem a implementação de programas contínuos de treinamento e capacitação, o reconhecimento regular do desempenho, a criação de oportunidades de crescimento e a promoção de uma cultura de feedback aberto. Além disso, investir em iniciativas de bem-estar e flexibilidade, como políticas de trabalho remoto, tem se mostrado essencial para engajar os colaboradores, especialmente a Geração Z”, conclui.

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