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Consórcio inicia ano acelerado e cresce mais de 10%

O sistema de consórcios iniciou 2024 mantendo o ritmo de negócios observado durante o ano passado. As expectativas em um novo ciclo são tradicionalmente otimistas, especialmente quando os objetivos são adquirir bens ou contratar serviços, com vistas a formar patrimônios ou melhorar a qualidade de vida.

Assim, apesar do clima de férias vivenciado em janeiro, houve avanços no número de participantes ativos já constatados em anos anteriores, mantendo-se também no primeiro mês deste ano. Foi alcançado o volume 10,36 milhões de consorciados ativos, com mais uma quebra de recorde histórico, ao avançar 10,1% acima dos 9,41 milhões de um ano atrás.

No volume total de consorciados ativos, a participação de cada setor ficou assim disposta: 43,6% nos veículos leves; 27,7% nas motocicletas; 16,8% nos imóveis; 7,6% nos veículos pesados; 2,6% nos eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 1,7% nos serviços.

As vendas superaram 17,59 mil cotas diárias, considerando-se 21 dias úteis, e atingiram 369,43 mil, em janeiro. Foram registrados 7,1% de aumento sobre as 345,09 mil anotadas naquele mês de 2023.



Do total, a distribuição setorial ficou assim: 144,76 mil de adesões a veículos leves; 114,85 mil de motocicletas; 71,23 mil de imóveis; 27,41 mil de veículos pesados, 7,14 mil de eletroeletrônicos; e 4,05 mil de serviços.

Os negócios, decorrentes das vendas de cotas realizadas em janeiro, totalizaram R$ 27,89 bilhões, 26,3% maior que os R$ 22,08 bilhões obtidos naquele mês do ano anterior.

Ainda em janeiro, a soma das contemplações, momento em que os consorciados podem utilizar seus créditos para a aquisição de bens e contratar serviços, chegou a 147,55 mil, 10,4% superior às 133,59 mil de 2023.

Os créditos concedidos aos consorciados contemplados atingiram R$ 7,90 bilhões, potencialmente injetados na economia, 19,7% acima dos R$ 6,60 bilhões anteriores.

O tíquete médio do mês foi R$ 75,50 mil e avançou 18,0% sobre R$ 63,98 mil, relativo ao mesmo mês de 2023. A forte evolução reafirmou o interesse do consumidor por cotas de maior valor, com parcelas acessíveis ao bolso.

“Comparando-se com os resultados gerais de 2023 e ao considerar o crescente conhecimento sobre educação financeira, é possível projetar um 2024 promissor para o segmento, especialmente quando se verifica um total recorde de 10,36 milhões de consorciados. As projeções sinalizam que o consórcio, passadas mais de seis décadas de história, deverá repetir os bons resultados observados no ano passado”, acredita Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios – ABAC.

“O planejamento das finanças pessoais vem comprovando que o sistema de consórcios está, cada vez mais, no dia a dia da cultura financeira do brasileiro. Sem decisões imediatistas pensando no futuro, e substituindo a compra por impulso pelo planejamento financeiro, o consórcio vem multiplicando os desejos e as realizações daqueles que querem qualidade de vida e patrimônio”, complementa.

A potencial presença dos consórcios na cadeia produtiva

“Ao longo dos anos, o mecanismo passou a estar mais presente em setores como, por exemplo, o das duas rodas. Só em janeiro deste ano, tiveram contemplações anotando a potencial aquisição de uma moto a cada duas comercializadas no mercado interno, prestando, assim, sua contribuição para as boas marcas setoriais” adianta Rossi. “No setor automotivo, a potencial presença esteve também em um a cada dois veículos leves vendidos no país” acrescenta.

O presidente da ABAC complementa o setor automotivo, esclarecendo que “um outro exemplo de participação pode ser verificado no mercado de veículos pesados, onde a modalidade marcou uma a cada três comercializações de caminhões negociados para ampliação ou renovação de frotas do setor de transportes, com destaque especial para utilização no agronegócio”.

A crescente e forte presença dos consórcios na economia brasileira pode ser comprovada pelos totais de consorciados contemplados com seus créditos concedidos. Nas liberações acumuladas em janeiro, o Sistema atingiu 46,9% de potencial presença no setor de automóveis, utilitários e camionetas. No de motocicletas, houve 45,0% de possível participação, e no de veículos pesados, a relação só para caminhões foi de 35,7%, no período.

No segmento imobiliário, no total dos doze meses do ano passado, as contemplações representaram potenciais 17,2% de participação no total de 603,35 mil imóveis financiados, incluindo recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Ao somar esses números com os recursos disponibilizados pelo consórcio, temos aproximadamente um imóvel adquirido pelo Sistema, a cada seis comercializados.

No começo de ano, é previsível a perda de ritmo da economia brasileira, mesmo com bons resultados obtidos em alguns segmentos, todavia a expectativa é de crescimento para 2024. Entre os aspectos que estarão em evidência neste ano estão a questão fiscal e as reformas tributárias. Paralelamente, há projeção estimada de evolução de 1,5% do PIB Produto Interno Bruto.

A perspectivas para a inflação em 2024 é de 3,9%, inferior ao fechamento do ano passado que foi de 4,62%, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Ainda há a possibilidade de a taxa básica de juros da economia, a Selic, ser gradativamente reduzida pelo Banco Central do Brasil, contudo, historicamente, foi comprovado que as flutuações na taxa básica de juros da economia não influenciam no mercado consorcial. Outro fator importante na retomada da economia está na constante retração do total de desempregados, uma reação positiva no mercado de trabalho.

Baseado no balanço de janeiro do sistema de consórcios, o presidente da ABAC destacou ainda, com otimismo, que “esperamos um ano com performances semelhantes ou superiores às atingidas, mês a mês, em 2023. Mais uma vez, acreditamos que a  conscientização do consumidor sobre planejamento financeiro será o principal fator para crescimento do mecanismo”.

Trata-se de um cenário nacional que aponta boas expectativas macroeconômicas, especialmente em razão das políticas de incentivo social promovidas pelo governo, como transferência de renda e renegociação de dívidas, o que vem resultando na melhoria do gradativo poder de compra da população.

 

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