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Crianças brasileiras são destaque em mundiais de jiu-jitsu

Referência no jiu-jitsu, o Brasil é berço de alguns dos maiores atletas do esporte, incluindo lutadores de uma categoria que já foi considerada “café com leite”. Com o advento dos campeonatos mundiais infantis, uma nova geração de atletas mirins vem fazendo história nos tatames internacionais.

A conquista mais recente aconteceu na 15ª edição do Abu Dhabi World Pro Jiu-Jitsu Championship, nos Emirados Árabes Unidos, onde dois projetos sociais que atendem jovens de favelas cariocas se juntaram e conseguiram realizar o sonho de 30 crianças disputarem o mundial. Segundo o Voz das Comunidades, os atletas do Maré Top Team e Geração UPP conquistaram, ao todo, 13 medalhas (8 ouros, 3 pratas e 2 bronzes) para o Brasil nas categorias infantis do campeonato, que aconteceu entre 1 e 4 de novembro.

No mesmo torneio, Gabi Yamaguchi, de Cabo Frio, conquistou a medalha de bronze e agora a menina de 11 anos conta com 47 títulos. Meses antes, ela garantiu o pódio de vice-campeã no Campeonato Kids Internacional 2023, na Arena da Juventude, na Vila Militar em Deodoro, no Rio de Janeiro. A informação é do RC 24h.

A premiação vem na esteira de outros mundiais com crianças brasileiras no pódio. Em setembro, o bicampeão Sul-Americano de jiu-jitsu, Gabriel Badaró, de 12 anos, conquistou a medalha de ouro no Campeonato Internacional Kids 2023, realizado na Arena da Juventude na Vila Militar do Rio de Janeiro, conforme publicou o News da Cidade.

Enquanto uma nova leva de atletas mirins alcança posições mais altas no esporte, especialistas alertam para a dificuldade em manter esses campeões treinando no Brasil. Coach de iniciantes e intermediários, Dudu Souza, da Alliance Partenon, em Porto Alegre, comenta: “Embora o Brasil tenha alguns dos melhores atletas de jiu-jitsu do mundo, é muito difícil se manter no topo morando no país”, afirma.



Segundo o treinador, são raros os atletas que conseguem se sustentar por meio de patrocínio no país. “Já vi muito campeão, especialmente os mais jovens, tendo que vender bombom para tentar permanecer no esporte”, diz Dudu. “Essas crianças competem com meninos e meninas americanos, por exemplo, que treinam em ambientes muito mais favoráveis”, diz. “Em algum momento, para evitar que essa diferença reflita no pódio, alguns brasileiros acabam optando por viver no exterior”, conta.

Considerado o “garoto-prodígio da arte suave”, Ícaro Moreno, de 11 anos, vive em Costa Mesa, na Califórnia, onde treina na academia Art of Jiu Jitsu. Ele lidera o ranking da IBJJF (Federação Internacional de Jiu-Jitsu Brasileiro), faturou cinco títulos do Pan Kids, o principal torneio do planeta, e está invicto na federação há seis anos.

Apesar da pouca idade, Ícaro ministra seminários e dá aulas particulares nos Estados Unidos, além de somar diversos patrocínios de peso. “O meu desejo é ser um campeão mundial em todas as faixas”, disse ele em entrevista ao Lance. As primeiras medalhas o brasileiro já tem.

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