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Vendas no varejo batem recorde no Brasil

Após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmar que os dois primeiros meses de 2024 contribuíram para atingir o recorde na série histórica das vendas no comércio varejista no país, as atenções se voltam para os resultados do setor nos próximos meses. Na passagem de janeiro para fevereiro, as vendas aumentaram 1% e alcançaram o maior patamar desde janeiro de 2000, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE em meados de abril.

Trata-se da segunda alta consecutiva, depois de o índice ter registrado crescimento de 2,8% em janeiro. A última vez que o varejo registrou dois meses consecutivos de elevação pela PMC havia sido em setembro de 2022. O avanço nesses dados é ainda mais relevante tendo em vista as particularidades das operações das empresas de comércio, que exigem grau elevado de profissionalismo e atenção ao negócio por parte dos empreendedores.

Operações complexas

O operacional desses negócios passa pela gestão eficiente de estoques, já que os empreendedores precisam lidar com um leque amplo de itens com demandas variáveis – o que exige previsibilidade, otimização de espaço físico e controle de inventário.



A logística e a distribuição devem ter cuidado especial das equipes de comércio, uma vez que se referem a processos essenciais para a satisfação dos clientes. Logicamente, os empreendimentos enfrentam desafios complexos nessa área, como a gestão de devoluções e a roteirização, bem como a coordenação de frotas.

Além disso, as mudanças em tendências dos consumidores e as demandas oscilantes em períodos específicos do ano (sazonalidades) podem representar dificuldades em termos de variações na demanda. Por isso, os gestores de empresas de comércio devem se qualificar constantemente para fazer ajustes de acordo com essas flutuações.

Diferença entre Comércio e Serviços

Segundo Natália Santos, contadora e líder do time de comércio da Agilize, a diferença entre empresas de comércio e de serviços consiste no tipo de produto que cada uma oferece. Enquanto a de Comércio oferece mercadorias ao consumidor, a empresa prestadora de serviços não trabalha com produtos.

“Quanto à complexidade da escrituração, os empreendimentos de comércio são bem mais delicados de se analisar. Eles possuem muitas particularidades nas compras e nas vendas, como, por exemplo, as mercadorias sujeitas à Substituição Tributária e/ou monofásica, ou que possuam algum tipo de isenção ou benefício fiscal. Essa análise é feita por produto, para que o contribuinte não seja tributado indevidamente”, explica a contadora.

Outro ponto importante é o tipo de contribuição que cada tipo de negócio faz. “As empresas de comércio são contribuintes do estado, ou seja, o principal imposto que caracteriza a operação se refere ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços [ICMS], um tributo estadual. Já as companhias de Serviço contribuem com o município, por meio do Imposto sobre Serviços [ISS]”, acrescenta a líder do time de comércio da Agilize.

Pontos de atenção

Na avaliação da contadora Natália Santos, o maior ponto de atenção para os empreendedores do segmento de comércio no crescimento da empresa consiste em ter um bom sistema emissor de notas fiscais e configurá-lo adequadamente, segundo a característica de cada produto.

“Esse representa o principal desafio dos empreendedores que estão iniciando na área comercial, pois é a partir dessa boa configuração que eles evitam a tributação inadequada”, alerta a líder do time de comércio da Agilize.

De acordo com a Agilize, uma parcela relevante da base de clientes da empresa é do setor de comércio, em diferentes estados brasileiros. Desde 2013, ano de início dos trabalhos, a companhia já atendeu mais de 20.000 clientes. A assessoria contábil proporciona mais de R$7 milhões por mês para as empresas que contratam seus serviços de contabilidade.

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