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A Jornada de Dados: como tornar a análise de dados mais rápida e efetiva para os negócios

A tomada de decisão baseada em dados nos remete a um modelo que propõe a inteligência contínua em que a tecnologia e os processos são ininterruptamente trabalhados para que decisões sejam imediatas, a partir de dados atualizados e em tempo real.

por Cesar Ripari

Quem está atento ao mercado já deve ter ouvido falar de que os dados são o novo petróleo. Motivos não faltam: é a partir das informações coletadas nos mais diversos ambientes que as empresas podem criar melhores produtos e serviços, otimizar o atendimento, gerar experiências mais atraentes, etc.

No entanto, à medida que o papel dos dados se consolida como um fator imperativo para os negócios, mais os líderes de dados precisam ter acesso a insights e analytics em tempo real – algo que o Business Intelligence (BI) tradicional já não é capaz de atender, uma vez que essa abordagem quase sempre permite mostrar apenas o que aconteceu no passado.

É neste mundo que demanda agilidade que o analytics precisa evoluir e oferecer soluções cada vez mais focadas na tomada de decisão em tempo real, através da integração e análise dos dados.



A tomada de decisão baseada em dados nos remete a um modelo que propõe a inteligência contínua em que a tecnologia e os processos são ininterruptamente trabalhados para que decisões sejam imediatas, a partir de dados atualizados e em tempo real.

Esse formato, que vai além do BI tradicional, pode ser utilizado em diversos níveis e áreas para a criação de alertas e insights acionáveis, que podem avaliar questões como a experiência do cliente, detecção de fraudes e produção acionada por Internet das Coisas, entre outras aplicações.

Esse conceito vai ao encontro da crescente demanda das organizações que buscam um modelo mais dinâmico e prático para extrair o real potencial das informações. Estimativas apontam que mais de 85% dos líderes de C-Level afirmam que uma de suas maiores prioridades para os próximos cinco anos é tornar suas empresas mais inteligentes e preparadas para tomar ações a partir de analytics (análise de dados).

Essa é uma necessidade urgente: transformar os registros em conhecimento e informação prática para a tomada de decisões.

Para atender essa demanda, além de reunir e encontrar as informações certas no momento certo, recursos de Augmented Analytics (Análise Aumentada), que usam Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina para criar contextos e análises automatizadas são imprescindíveis.

Além disso, essa abordagem traz como diferencial a integração de dados de diversos tipos e formas, combinando registros atuais e históricos para criar conjuntos dinâmicos que aumentam a oportunidade de descoberta de insights úteis, únicos e surpreendentes.

De forma prática, essa linha cria um conduíte multidirecional para o fluxo contínuo de dados e informações em toda a organização – unindo e automatizando o controle e operação de soluções para ingestão de dados, integração, transformação, entrega, analytics, colaboração e storytelling que, atualmente, não são mescladas em um pipeline de BI tradicional.

Esse pipeline inteligente e ativo de análise de dados permite que os usuários visualizem as informações do presente, de forma organizada e governada, assim que elas entrarem no sistema.

Ao permitir a maior integração e agilidade, é possível fechar as lacunas da inteligência de negócios tradicional, criando uma imensa oportunidade para reforçar a inovação, acelerar o valor e aumentar a vantagem competitiva das organizações.

Não por acaso, cerca de 75% das empresas que já adotaram esse modelo de integração e análise de dados ponta-a-ponta relataram o aumento da eficiência operacional e de receitas após a inclusão dessas ferramentas.

Outro benefício é a capacitação das pessoas. Com painéis automatizados e centrados no contexto dos negócios, o processo de alfabetização de dados dos colaboradores se torna mais fácil e intuitivo, entregando e mostrando valor real aos dados coletados em cada camada e processo.

Especialistas estimam que menos de 25% da força de trabalho mundial se sente confortável em relação a suas capacidades de ler, trabalhar, analisar e argumentar com os dados e analytics.

Simplificar esse aprendizado e utilização é um passo que pode não somente representar os ganhos imediatos, com os painéis, mas também a evolução da cultura data-driven das organizações como um todo.

À partir dessa perspectiva, pode-se aprimorar a capacidade dos times de compreender o passado, agir no presente e planejar o futuro das operações. Esse potencial não pode ser deixado de lado pelas lideranças de todas as áreas – e não apenas TI.

Em um mundo de incertezas, sempre em constante transformação, agilizar as respostas com mais informação e contexto é uma oportunidade a ser vista com atenção. A tecnologia já está disponível. Resta saber quais serão as empresas que sairão à frente dos concorrentes dando os primeiros passos no uso inteligente de analytics. Certamente para elas os desafios de negócios serão mais facilmente endereçados.

Cesar Ripari é diretor de pré-vendas da QLIK para a América Latina



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